ArcGIS 10.1: Aprenda a posicionar no SIG as Cartas Topográficas DGN do IBGE

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Veja como é fácil posicionar folhas topográficas do IBGE no SIG ArcGIS 10.1.

Para trabalhar corretamente com mapas, é preciso atentar para certos fatores que podem otimizar tempo, como a prática de utilizar bases cartográficas de referência, a escolha do Sistema de Coordenadas Planas UTM e a identificação correta da região de interesse, fuso e hemisfério. De posse dessas informações, você pode construir seus mapas com total segurança.

Utilize Informação Espacial como Referência

Quando você utiliza um Sistema de Informação Geográfica como ferramenta para compor suas análises, é preciso ter em mente que grande parte das informações que você vai produzir já existe, portanto, habitue-se a utilizar bases cartográficas como referência. Você pode conter numa pasta arquivos shapefile de estados ou províncias, bairros ou distritos, municípios e folhas articuladas. Este é o ponto de partida para se posicionar em qualquer projeto.

Trabalhe no Sistema de Coordenadas Planas

Se vamos trabalhar com bases fornecidas por entidades formais, podemos adotar imediatamente o Sistema de Coordenadas Planas com a projeção UTM para o projeto. O Sistema de Coordenadas Geográficas (ou Geodésicas) vem em segundo plano, pois a grande maioria dos mapas no Brasil adota o Sistema de Coordenadas Planas. O trabalho de identificação do Fuso ou Zona é facilitado quando você utiliza folhas articuladas associadas a uma determinada escala.

Identifique a Região, Fuso e Hemisfério

Para solucionar dúvidas acerca do Sistema de Coordenadas Planas, você pode raciocinar rapidamente e utilizar uma base cartográfica de referência. Por exemplo, veja a demanda abaixo:

Identificar no site do IBGE as Cartas Topográficas do Mapeamento Sistemático produzidas para os arredores de São Fidélis-RJ na Escala 1:50.000 e fazer o download do arquivo no formato DGN.

Antes de obter o link dos arquivos, vamos fazer uma lista de checagem (checklist) através de perguntas intuitivas que geram respostas diretas.

Qual é a região de interesse?

R: Região de São Fidélis, Rio de Janeiro.

Qual é o Sistema de Coordenadas?

R: Sistema de Coordenadas Planas (padrão para este trabalho).

Que tipo de Projeção será utilizada?

R: Projeção UTM (Universal Transversa of Mercator, padrão para este trabalho).

Qual é o Datum?

R: O Datum é o Elipsóide de Revolução ou Modelo Matemático da Terra. Atualmente, o Datum oficial do Brasil é o SIRGAS 2000, mas essa informação pode ser modificada de acordo com o projeto.

Qual é a Zona ou Fuso?

R: Esta é uma informação que precisa ser verificada no mapa de referência. Mentalmente não há como saber, a não ser que o Fuso seja informado juntamente com o Datum.

Qual é o Hemisfério? Norte ou Sul?

R: Se a região ou área de interesse está situada abaixo da Linha do Equador, então a informação espacial pertence ao Hemisfério Sul. Acima do Equador, Hemisfério Norte.

De acordo com as informações acima, sabemos onde e como vamos iniciar nosso trabalho. Temos o Sistema de Coordenadas, a Projeção e o Datum (vamos utilizar o Datum padrão, pois nenhum Modelo da Terra foi previamente informado). Não temos o Fuso, e precisamos obter essa informação. O Hemisfério sabemos mentalmente por causa do posicionamento do Estado do Rio de Janeiro no Brasil. Ele está abaixo da Linha do Equador (Hemisfério Sul).

Vamos utilizar uma Cartografia de Referência para eliminar qualquer incerteza acerca da carta que vamos obter no site do IBGE.

Download das Bases Cartográficas Vetoriais

Folhas Articuladas (EPSG: 4674)

  • Folha Articulada Escala 1:250.000 
  • Folha Articulada Escala 1:100.000
  • Folha Articulada Escala 1:50.000
  • Folha Articulada Escala 1:25.000
  • Folha Articulada Escala 1:10.000
  • Todas as Folhas Articuladas (2 MB):  http://goo.gl/SYlsf8

Mapeamento Existente (EPSG: 4674)

  • Mapeamento Existente Escala 1:1.000.000
  • Mapeamento Existente Escala 1:250.000
  • Mapeamento Existente Escala 1:100.000
  • Mapeamento Existente Escala 1:50.000
  • Mapeamento Existente Escala 1:25.000
  • Mapeamento Existente Escala 1:10.000
  • Todas as Folhas do Mapeamento Existente (2 MB): http://goo.gl/hXJNVW

Cartas Topográficas Impressas (EPSG: 4674)

  • Carta Topográfica Impressa Escala 1:250.000
  • Carta Topográfica Impressa Escala 1:100.000
  • Carta Topográfica Impressa Escala 1:50.000
  • Carta Topográfica Impressa Escala 1:25.000
  • Carta Topográfica Impressa Escala 1:10.000
  • Todas as Cartas Topográficas Impressas (2 MB): http://goo.gl/fmJR1G

Base Cartográfica na Escala do Milionésimo (1:1.000.000, EPSG 4674)

  • Hidrografia de Margem Dupla
  • Limites de Municípios
  • Limites de Estados
  • UTM Zone
  • Todas as Bases Cartográficas de Referência (23 MB): http://goo.gl/RJQd4x

Notas

1 – As cartas marcadas com links são os dados que tenho disponível. Caso alguém repasse novos dados, eu posso atualizar essas informações neste post.

2 – Código EPSG é uma padronização de Sistemas de Referência de Coordenadas (SRC) formalizada pelo Grupo de Pesquisa Petrolífera Européia – European Petroleum Survey Group (EPSG). Uma projeção de qualquer lugar do mundo pode ser identificada através do padrão EPSG. O Código EPSG: 4674 das folhas indica para qualquer pessoa que os dados vetoriais foram reprojetados para o Sistema de Coordenadas Geográficas SIRGAS 2000 (EPSG:4674 = GCS_SIRGAS2000, Geographic Coordinate System, SIRGAS 2000 Datum). Os códigos EPSG mais utilizados no Brasil estão organizados nesta lista: http://goo.gl/RlKEqN

3 – As cartas foram produzidas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela DSG (Divisão do Serviço Geográfico, Ministério do Exército). Quando utilizar este material, gentileza citar a fonte.

4 – Mapeamento Existente é toda informação catalogada pelos órgãos IBGE/DSG para uma determinada localidade, obedecendo a uma escala. Por exemplo, se você precisa de folhas topográficas para obter curvas de nível na escala 1:25.000, ao invés de navegar pelo site do IBGE e procurar por essa informação, experimente checar a articulação 1:25.000 do mapeamento existente.

5 – Um determinada informação cartográfica produzida sobre certa escala pode ser utilizada como referência para trabalhos em diferentes escalas, mas não há ligação ou continuidade entre as feições que forma digitalizadas em escalas diferentes. Em outras palavras, não haverá continuidade ou compatibilidade entre um córrego produzido na folha do milionésimo e outro na escala 1:25.000, somente para ficar neste exemplo.

Posicionamento dos Arquivos DGN no SIG – Youtube

Link para visualizar o vídeo no Youtubehttp://youtu.be/8ycOnojON-A


Download do Vídeo em AVI (Alta Qualidade)

Infelizmente vou evitar o uso do Dropbox para hospedagem de arquivos grandes. Estarei utilizando o Mega até contratar uma hospedagem profissional para o blog.

Mega

ArcGIS 10.1: Aprenda a posicionar no SIG as Cartas Topográficas DGN do IBGE – 225 MB


O arquivo em PDF será produzido em breve.


Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o e-mail contato@processamentodigital.com.br

 

14 Comentários

  1. ótimo passo a passo, Jorge. O único problema que encontro ao tentar trabalhar com estas cartas 1:50000 do ibge é que as curvas de nivel não vem com o valor z, Elevation, atribuido! Não consegui desenvolver um passo a passo simples para adiciona-los! Quando trabalha-se com muitas cartas, 22 no meu caso, fica inviavel este mapeamento! Você tem alguma dica nesse sentido?

  2. ótimo passo a passo, Jorge. O único problema que encontro ao tentar trabalhar com estas cartas 1:50000 do ibge é que as curvas de nivel não vem com o valor z, Elevation, atribuido! Não consegui desenvolver um passo a passo simples para adiciona-los! Quando trabalha-se com muitas cartas, 22 no meu caso, fica inviavel este mapeamento! Você tem alguma dica nesse sentido?

    • O ArcInfo faz esse processamento semi automático.
      Sabendo o valor de uma cota e a distância entre elas, é possível fazer esse processamento de forma mais rápida.

  3. Isso realmente é um problema, mas existe uma solução. Existe um aplicativo que preenche automaticamente a sequência de isolinhas, mas é preciso realizar a topologia e ligar as cotas. EU passo para você assim que encontrar esse programa novamente.

  4. Saudações Jorge Santos, muito bem realizado este seu passo a passo (tutorial). Será que para completar ainda mais você tem um bom método para inserir também os pontos cotados? Eu até fiz, mas creio que dei voltas muito grandes para chegar a um resultado satisfatório. O interessante de inserir os pontos cotados das cartas é o fato de que quando gero o mde este não fica com os cumes planos o que acaba por comprometer algumas análises. Sucesso.

  5. Saudações Jorge Santos, muito bem realizado este seu passo a passo (tutorial). Será que para completar ainda mais você tem um bom método para inserir também os pontos cotados? Eu até fiz, mas creio que dei voltas muito grandes para chegar a um resultado satisfatório. O interessante de inserir os pontos cotados das cartas é o fato de que quando gero o MDE este não fica com os cumes planos o que acaba por comprometer algumas análises. Sucesso.

  6. Parabéns pelo artigo… Estou fazendo o mesmo no QGIS e é semelhante… Porém, lá a digitação da altitude na tabela de atributos é totalmente manual, mas vale a pena. Abs,

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