A crise hídrica brasileira: um alarme que soa há tempos

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Episódios intrínsecos ao progresso do país como alterações climáticas, industrialização, aumento da população, crescimento da agropecuária, desmatamento, entre outros, resultam na degradação e escassez dos recursos hídricos.

É relevante entender a organização gerencial dos recursos hídricos no Brasil, que é dividida em rios Federais, Estaduais e Águas Subterrâneas. A carência das águas diz respeito às políticas públicas e os instrumentos de gestão desses recursos. A qualidade dos corpos hídricos refere-se ao saneamento e gestão de resíduos sólidos e líquidos. Veja exemplo em “A Lei das Águas”: http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/Video.aspx?id_video=79

A Crise hídrica em algumas regiões no país:

Minas Gerais
Apesar da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa-MG) garantir que nos próximos 20 anos a cidade de Belo Horizonte não corre o risco de passar por uma crise hídrica, algumas cidades do Estado já sentem os problemas causados pela falta de chuva. O boletim de maio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) enfatizou que desde o início do mês de março, 32 cidades determinaram estado de emergência devido à estiagem, na maioria são municípios do Norte e Noroeste de Minas, além dos vales do Mucuri, São Francisco e Jequitinhonha. (Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/05/18/interna_gerais,763684/depois-de-periodo-critico-seca-volta-a-fazer-estragos-em-minas.shtml)

São Paulo
Um complexo de represas iniciado nos anos de 1970, o famoso Sistema Cantareira, foi uma solução ao acelerado aumento da população em São Paulo. Para manter os reservatórios cheios, o sistema necessita das chuvas de verão. Ocorre que, nos três primeiros meses de 2014, choveu menos da metade do previsto para o período. A seca não foi subitamente. A contar de 2013, a chuva apresentava-se abaixo da média na área. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp presumiu que 25% da água perde-se no caminho entre a distribuidora e as torneiras das casas, e esse índice pode chegar a 31%. A população passou de 4,8 milhões em 1960 para 11,8 milhões em 2013, esse dado refletiu diretamente na poluição dos rios, impermeabilização dos solos, planejamento inadequado, carga excessiva do sistema de coleta e abastecimento, por exemplo. (Fonte: http://super.abril.com.br/crise-agua/ofundodopoco.shtml)

Espírito Santo
Segundo a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Espírito Santo atravessa a pior estiagem dos últimos 80 anos, que provocou a diminuição das vazões dos rios.

De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o estado já encara uma crise hídrica há três anos. Nos meses de fevereiro, março, abril e maio deste ano, choveu menos que o esperado em Vitória. Já em junho e julho a capital apontou chuva acima da média prevista, mas isso não solucionou este obstáculo. Agosto foi mais quente e seco do que o normal, mesmo com a passagem de três frentes frias ao longo do mês. A escassez de chuvas está afetando o abastecimento e submetendo a população a aderir medidas de economia de água. No momento atual, 20 municípios estão em situação imensamente crítica devido à falta de água, segundo a Agerh.

O número de barragens construídas de forma irregular no estado do Espírito Santo, aumentou 15 vezes nos últimos cinco anos. E esses são apenas os casos de crimes flagrados pela Polícia Ambiental. Só nos sete primeiros meses deste ano já ocorreram 165 casos, apenas sete a menos do que o registrado em todo o ano passado. (Fonte:http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/09/seca-deixa-20-cidades-do-es-estao-em-situacao-extremamente-critica.htmlhttp://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/09/barragens-ilegais-se-multiplicam-durante-crise-hidrica-no-es.html)

Brasília
A apropriação urbana descontrolada, é um dos grandes motivos para a falta de água na capital do país. Várias nascentes foram aterradas e o solo, impermeabilizado, suspendeu a alimentação dos lençóis freáticos.

A população do DF se tornou muito maior do que sua área comporta. Assim sendo, a disponibilidade hídrica, antes mesmo de a crise se mostrar de forma tão visível, já era crítica. Há nascentes de três grandes bacias, porém, não existe nenhum rio maior que passe pela região para captar essa água e o consumo nas redondezas é acentuado. De um lado do DF, uma grande população. Do outro, uma forte produção agrícola. (Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2016/09/26/interna_cidadesdf,550394/crise-hidrica-invasoes-poem-em-risco-abastecimento-no-distrito-federa.shtml)

O exemplo Nordestino
Desde criança, há mais de 30 anos, eu acompanhava a triste história da seca em várias regiões do Nordeste e não entendia porque não faziam nada para ajudar, enquanto tínhamos água em abundância no Sudeste. Parecia uma questão tão simples de ser resolvida, porém, nada acontecia para melhorar. Agora a situação está invertida e deveríamos aprender com eles como lidar com a falta d’água.

A crise hídrica não cessará com as chuvas e precisamos agir para mitigar o problema o mais rápido possível. Por isso, refletir sobre alguns pontos é essencial:

  • Conscientizar que a situação atual é REAL. A água é um bem finito.
  • Como minimizar a crise hídrica com as tecnologias disponíveis?
  • Mesmo sendo caro o processo: dessalinização da água do mar é uma solução?
  • É suficiente o racionamento de água? E pagamos a mais por isto?
  • Despoluição dos rios?
  • Aproveitamento da água da chuva?
  • Reutilização da água?
  • Obras infindáveis com o dinheiro PÚBLICO? (Nem pensar… basta…)
  • Gestão eficaz?
  • Reduzir desperdício, mudança de hábitos, comportamentos?
  • Proteger mananciais?
  • Falta de investimento?
  • Má distribuição?

E mesmo assim, em meio ao caos, é que vejo grandes soluções para tantos problemas, principalmente aos mais necessitados. Plantar florestas para colher água, é apenas o início…

Água Virtual
É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido “virtual”, considerando a água necessária aos processos produtivos. Veja exemplo abaixo:

A.agua.que.voce.nao2

Informações Importantes:

Água: saber usar para não faltar
http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/Video.aspx?id_video=90

Programa Produtor de Água
http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/Video.aspx?id_video=88

 Água em jogo”, representa as consequências das ações do homem sobre os recursos hídricos de uma bacia hidrográfica. O desafio é assegurar que água em quantidade e qualidade sejam distribuídas de maneira adequada, afim de atender as necessidades das áreas residenciais, industriais, comerciais e rurais, além disso, garantir o abastecimento para as futuras gerações.

Recomendo a todos e principalmente aos professores na área de educação ambiental.

Bom jogo!

https://www.aguaegestao.com.br/aguaemjogo/

Pegada Ecológica
Estamos perante o desafio da mudança, da adaptação às necessidades de um consumidor atento aos cuidados com o planeta. Não se trata de cortar confortos, apenas de utilizar os recursos de forma mais racional, com os olhos no mundo que deixaremos para nossos filhos e netos. Já pensou na quantidade de natureza necessária para manter seu estilo de vida? Sua alimentação, transporte, vestimenta, casa, tudo causa um impacto no meio ambiente. Nesse ponto, a humanidade tem um longo caminho pela frente por um planeta saudável. Mas o primeiro passo é conhecer a sua própria Pegada. A Pegada Ecológica mede a quantidade de recursos naturais renováveis para manter nosso estilo de vida. Tudo o que usamos para viver vem da natureza e mais tarde voltará para ela. Essa é a nossa Pegada. Para conhecê-la, você tem agora essa Calculadora (Fonte: Pegada Ecológica, 2016).

Você precisará preencher apenas seis parâmetros: Alimentação, Moradia, Bens, Serviço, Tabaco e Transporte no link abaixo. Fiquei surpresa com o meu resultado. http://www.pegadaecologica.org.br/2015/index.php

Fraterno abraço,

Beatriz

 

Eventos:

IV Simpósio de engenharia ambiental e sanitária aborda crise hídrica
28 e 29 de setembro de 2016 – UNIFOR – Fortaleza, CE
http://www.unifor.br/images/pdfs/engambiental_4simposio.pdf

III Simpósio sobre Sistemas Sustentáveis
20 e 21 de outubro, 2016 – Porto Alegre, RS
http://www.simposio-sustentavel.com/

Seminário Solo e Água no Contexto de Desenvolvimento em Bacias Hidrográficas
03 e 04 de novembro de 2016 – Brasília, DF
http://www2.codevasf.gov.br/programas_acoes/seminario-solo-e-agua

XIII Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste
08 a 11 de novembro de 2016 – Aracaju, SE
http://www.abrh.org.br/xiiisrhne/

11º Seminário Internacional NUTAU 2016 – Águas: Projetos e Tecnologias para o Território Sustentável
30 de novembro a 01 de dezembro, 2016 – USP, São Paulo
http://www.usp.br/nutau/nutau.html

XXXI – SNGB – Seminário Nacional de Grandes Barragens
16 a 18/05/2017 – Belo Horizonte, MG
http://www.cbdb.org.br/13-111/Grandes%20Barragens%20%20%20%20Pr%C3%B3ximos%20Eventos

XVIth World Water Congress – “Bridging Science and Policy”
May 29 – June 2, 2017 – Cancun, Mexico
http://www.worldwatercongress.com/index.htm

The 7th International Conference on Flood Management (ICFM7)
05 – 07 september 2017 – University of Leeds, UK
http://www.icfm7.org.uk/

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