A experiência do uso das geotecnologias pela Funai

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No decorrer da última semana, o Ibama realizou um seminário que reuniu equipes de vários seguimentos do governo para debater sobre a interoperabilidade e utilização de softwares livres para os projetos brasileiros de informações geoespaciais.

Um dos trabalhos em execução na Fundação Nacional do Índio – Funai, deixa clara a importância da aplicação dessa tecnologia. Em novembro de 2015, foi implementado na Funai o Centro de Monitoramento Remoto (CMR), que oferece, através de recursos digitais, a integração de mapas interativos, mapoteca, monitoramento das 13 Terras indígenas atingidas pelo complexo de Belo Monte, bem como, o monitoramento diário das Terras Indígenas na Amazônia Legal com imagens do satélite Landsat-8. Isso possibilita ao órgão observar de maneira mais precisa o desmatamento, os focos de incêndio e autuar os responsáveis.

Bruno Henrique S. Rebello, Coordenador de Gestão em Tecnologia da Informação da Fundação, apresentou parte do processo que envolve a publicação de mapas dinâmicos das Terras Indígenas, o compartilhamento e o cruzamento desses dados com as informações geográficas produzidas por outras instituições. Esse sistema permitiu que as equipes de fiscalização e monitoramento da Funai diminuíssem em mais de 60% o tempo destinado à preparação e ao processamento das imagens de satélite, afim de criarem mapas temáticos, garantindo maior eficiência à missão institucional de proteger as Terras Indígenas existentes em todo território brasileiro.

Um dos grandes desafios é o monitoramento do Complexo Belo Monte. Para obter um melhor resultado, imagens do tipo radar (satélite RadarSat-2) estão sendo utilizadas para apoiar o trabalho de sensoriamento remoto da região. Essas imagens excluem a interferência de nuvens, o que é imprescindível devido às condições climáticas das áreas em análise. Thais Hagale, Gerente do Projeto CMR, explica que foi desenvolvido um painel administrativo totalmente gerenciável pela Funai e que isso agiliza todo o fluxo de trabalho. “O CMR está em seu primeiro ano e vislumbra um caminho de grandes evoluções. Nosso foco é o desenvolvimento de soluções de alta qualidade, dando maior controle e autonomia aos usuários do sistema. A Funai entende o CMR como um exemplo a ser seguido, tendo em vista os produtos e melhorias que são amadurecidos constantemente a fim de atender, com sucesso, as expectativas depositadas no Projeto”, conclui.

Os recursos que estão sendo implementados pela Funai possibilitam maior efetividade à proteção das Terras Indígenas, fundamentais à sustentação das florestas, à proteção do meio ambiente e da biodiversidade.

Acesse o portal do CMR aqui!

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