Inteligência artificial: humanos x robôs

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Um dos assuntos mais abordados na atualidade é o da inteligência artificial, consequência dos avanços exponenciais da tecnologia, desde o século XVIII, com o início da revolução industrial, até os dias atuais. Nesse contexto, um artigo da época negócios, de outubro de 2017, me chamou a atenção – “Como derrotar robôs” por Paulo Eduardo Nogueira. No texto, apesar de ser um assunto constante e recorrente o foco dessa vez é a crescente preocupação de grande parte da população economicamente ativa com a extinção de diversos postos de trabalho.

Neste hipotético cenário de rivalidade, humanos X robôs, pela ocupação dos postos de trabalho são citados dados de uma pesquisa da Universidade de Houston sobre as principais vantagens atuais de sermos humanos em relação aos “robôs”, sendo a capacidade criativa e a de lidar com problemas com soluções complexas as mais importantes.

Essa pesquisa também aponta uma correlação entre o aumento de Quociente de Inteligência – QI com a redução da probabilidade de perder o emprego para a automatização, numa proporção de a cada quinze pontos a mais de QI, menos 7% de chance.

Se você é um daqueles que já fez um quizz online e descobriu que o seu QI é bem acima dos cem pontos da média, passou no vestibular para um curso muito concorrido nas primeiras posições e as pessoas ao seu redor sempre comentam da sua inteligência, não vá para a rua comemora, pois o seu emprego não está garantido.

O que foi descoberto, que indiferentemente do contexto social, as pessoas com níveis altos de inteligência, maturidade, extroversão, e interesses em artes e ciências tendem a escolher trabalhos menos computadorizáveis. Isso nos revela que nascer inteligente é um fator, porém exercitar essa inteligência seja utilizando a curiosidade para se aprofundar no cerne que foge ao óbvio e superficial, a criatividade para criar soluções para problemas difíceis em diversas áreas, a maturidade para fazer as escolhas certas no momento apropriado, é o real fator que te leva a estar no lugar certo, no momento certo e fazendo a coisa certa.

É importante mencionar que a maioria dos testes de QI online não tem resultados confiáveis, de acordo com a matéria do The Guardian, não oferecem resultado algum, apenas servindo para obter tráfego na web. Alguns testes online da Mensa (do latim mesa), organização cujos membros estão entre os dois por cento mais inteligentes da população, podem dar uma ideia do potencial, porém somente os testes presenciais podem avaliar de forma acurada o Quociente de Inteligencia – QI:

Se nem a nossa inteligência é o suficiente e o avanço tecnológico é inevitável, o que restam são reflexões, do tipo: Onde podemos nos encaixar nesse novo cenário? Esse novo cenário é bom ou ruim? O que podemos fazer?

Evidentemente que não é recomendado fazer o mesmo que os trabalhadores do movimento Ludita, que no ínicio do séc. XIX saíam às ruas do Reino Unido quebrando as novas máquinas por culparem-nas pela perda de seus empregos. Contrapondo à corrente do pensamento apocalíptico da revolução industrial, alguns especialistas da área de tecnologia defendem ideias de “pode ser que esse cenário não seja ruim”. Avinash Kaushik, evangelista de marketing digital do Google Américas, ao ser entrevistado a respeito do aspecto positivo da inteligência artificial, disse: “Boa parte do meu trabalho, por exemplo, requer que eu faça atividades que são um porre. É essa parte que vai desaparecer. As pessoas poderão se dedicar a atividades que têm um valor verdadeiro, algo de que elas gostem, que traga prazer”.

Nesse ponto de vista teremos menos empregos com atividades repetitivas e tediosas e o aumento de empregos com atividades criativas, de valor e de tomada de decisão. Em relação à comparação entre nós e a inteligência artificial, veremos que o que chamamos de Singularidade Tecnológica, momento no qual as máquinas superarão a capacidade dos seres humanos, ainda não ocorreu e a maioria das previsões dos especialistas estimam que aconteça por volta do ano de 2040. Enquanto essa revolução tecnológica não atinge o seu ápice da transformação, as máquinas continuarão servindo como provedores de auxílio às tomadas de decisão, que logicamente deverão ser executadas e acompanhadas por seres humanos.

O que podemos fazer nessas circunstâncias é nos adaptarmos às mudanças e continuar estudando e direcionando os esforços para as áreas de empregos com mais perspectivas de evoluir junto com a tecnologia nos próximos anos, nos mantendo úteis e necessários na medida em que ocorrem os avanços. No começo do ano de 2017 a Forbes publicou uma matéria que listou as tendências de emprego nos próximos anos, sendo que doze das vinte indicações são da área de tecnologia. A seguir podemos ver as profissões tendência da área de tecnologia:

graficoLista do top 20 Linkedin (tradução livre):

  1. Hospitalista
  2. Farmacêutico
  3. Engenheiro de vendas
  4. Engenheiro de confiabilidade de site
  5. Gerente de produto
  6. Analista financeiro
  7. Gerente de programa técnico
  8. Gerente de programa
  9. Engenheiro de dados
  10. Scrum Master
  11. Engenheiro de software
  12. Enfermeiro clínico
  13. Assistente médico
  14. Analista de negócios
  15. Gerente fiscal
  16. Arquiteto de dados
  17. Anestesista
  18. Gerente de Analytics
  19. Gerente de sucesso do cliente
  20. Diretor médico

Assim como a tecnologia avança em uma velocidade alta, devemos nos acostumar a nos adaptarmos nessa mesma velocidade, o conhecimento que temos nesse momento pode não servir nos próximos anos então é preciso manter um aprendizado contínuo, e estarmos atentos ao cenário atual e tendências em diversas áreas do mercado, para nos movermos junto com o mercado e não simplesmente correr atrás dele.

Como a famosa frase de Albert Einstein:

“O verdadeiro sinal de inteligência não é o conhecimento, e sim a imaginação.”

E indo mais além, a frase de Wolfgang Amadeus Mozart:

“Nem um elevado grau de inteligência, nem imaginação, nem ambos juntos fazem um gênio. Amor, amor e amor, essa é a alma do gênio.”

Essas são virtudes que vão nos deixar sempre um passo à frente das máquinas em quaisquer circunstâncias.

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