Simpósio reúne autoridades civis e militares para debater e realidade e o futuro dos Centros de Monitoramento no Brasil

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Quais os desafios para se implementar Centrais de Monitoramento no Brasil? Seriam essas barreiras resultado de falta de políticas públicas, de orçamento específico ou mesmo da falta de percepção real dessa necessidade? Por que o Brasil, ao contrário de outros países de dimensões continentais – como EUA, China, Rússia, Canadá e Austrália – ainda engatinha no monitoramento constante e eficiente de seu território? Grandes questões de segurança nacional, como as recentes tragédias causadas pelo rompimento de barragens, o combate ao crime organizado fronteiriço ou mesmo demarcação efetiva de terras agrícolas e indígenas, não seriam melhor tratadas com informações efetivas advindas dessas centrais?

Esses foram alguns dos temas básicos debatidos no Primeiro Simpósio de Monitoramento para o Desenvolvimento, evento realizado em Brasília no dia 28 de março. Mediado pelo jornalista Willian Waack, o formato do evento propiciou um debate profundo, com questionamentos diretos aos participantes sobre as políticas atuais e futuras. Dividido em dois turnos, um focado nas questões militares e outro nas questões civis, o foco dos debates foi, em um primeiro momento, a identificação das atuais iniciativas e os desafios para se implantar as centrais de monitoramento. Em um segundo momento, conhecer iniciativas já adotadas em países da União Europeia e mesmo de nossos vizinhos latino-americanos.

Entre as autoridades no assunto, pelo lado militar, estiveram presentes o General Dahmer, Comandante do CCOMGEX (Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro); o General Pedro Paulo, chefe da Diretoria de Serviços Geográfico do Exército Brasileiro; e o Coronel Aviador Olany, Vice-Presidente Executivo da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais da Força Aérea Brasileira. Na esfera civil, o evento contou com a presença do Brigadeiro Vasconcellos, Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da Agência Espacial Brasileira; o Deputado Federal José Silva, Presidente da Comissão Parlamentar Externa sobre o incidente de Brumadinho; João Henrique Hummel, Diretor Técnico da Frente Parlamentar de Agronegócios; e o Doutor Fabio Lavor, Secretário Adjunto da Secretaria Especial de Portos do Ministério da Infraestrutura.

No evento, patrocinado pela Hex e a Airbus, um tema que ganhou destaque foi a determinação do atual governo em acelerar o processo de implantação das Centrais de Monitoramento, iniciativa essa defendida inclusive pelo atual vice-presidente General Mourão, durante a campanha de 2018. Um denominador comum foi a possibilidade de se distribuir melhor a informação a partir de uma centralização da coleta e análise de dados, modelo diferente do praticado na atualidade em que iniciativas acontecem de forma isolada seja nos organismos voltados para a defesa ou naqueles voltados para a gestão de infraestrutura crítica, como rodovias, portos, barragens, entre outros.

O compromisso de que a participação da iniciativa privada pode e deve auxiliar com novas tecnologias, que reduzem custos e aceleram o processo de implantação foi um ponto comum entre os participantes. Ao contrário da imagem construída no passado, o uso de recursos de ponta não mais demanda um investimento astronômico, uma vez que a automação e o modelo de contratação como serviço permitem que um longo caminho seja encurtado. Afinal, mesmo que o cronograma de implantação de uma Central de Monitoramento possa ser extenso, com prazos de até dois anos para a construção e lançamento de um satélite, por exemplo, os benefícios de uma contratação acertada já passam a ser usufruídos em poucos meses, com a capacitação da equipe técnica e uso de imagens compartilhadas e já processadas. Isso sem contar que com um modelo automatizado, o investimento em infraestrutura e time é extremamente menor e mais otimizado. O 2º Simpósio de Monitoramento para o Desenvolvimento já está confirmado para o primeiro semestre de 2020.

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